O galo e a águia

Dois galos estavam disputando em feroz luta, o direito de comandar o galinheiro de uma chácara. Por fim, um põe o outro para correr e é o vencedor.

O Galo derrotado afastou-se e foi se recolher num canto sossegado do galinheiro.

O vencedor, voando até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força.

Uma Águia que pairava ali perto, lançou-se sobre ele e com um golpe certeiro levou-o preso em suas poderosas garras.

O Galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou absoluto livre de concorrência.

Autor: Esopo

Moral da História:
O orgulho e a arrogância é o caminho mais curto para a ruína e o infortúnio.

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O galo e a raposa- Fábula

O galo cacarejava em cima de uma árvore. Vendo-o ali, a raposa tratou de bolar uma estratégia para que ele descesse e fosse o prato principal de seu almoço.
-Você já ficou sabendo da grande novidade, galo? – perguntou a raposa.

-Não. Que novidade é essa?

-Acaba de ser assinada uma proclamação de paz entre todos os bichos da terra, da água e do ar. De hoje em diante, ninguém persegue mais ninguém. No reino animal haverá apenas paz, harmonia e amor.

-Isso parece inacreditável! – comentou o galo.

-Vamos, desça da árvore que eu lhe darei mais detalhes sobre o assunto – disse a raposa.

O galo, que de bobo não tinha nada, desconfiou que tudo não passava de um estratagema da raposa. Então, fingiu estar vendo alguém se aproximando.

-Quem vem lá? Quem vem lá? – perguntou a raposa curiosa.

-Uma matilha de cães de caça – respondeu o galo.

-Bem…nesse caso é melhor eu me apressar – desculpou-se a raposa.

-O que é isso, raposa? Você está com medo? Se a tal proclamação está mesmo em vigor, não há nada a temer. Os cães de caça não vão atacá-la como costumava fazer.

-Talvez eles ainda não saibam da proclamação. Adeusinho!

E lá se foi a raposa, com toda a pressa, em busca de uma outra presa para o seu almoço.

Moral: é preciso ter cuidado com amizades repentinas.

 

O Sol e o Vento- Fábula

“O sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.
O vento disse:
– Provarei q sou o mais forte.
Vê aquela mulher q vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço?
Aposto como posso fazer com q ela tire o lenço mais depressa do q vc.
O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.
O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava, mais a mulher segurava o lenço junto a si.
Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.
Logo após, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente p/ a mulher.
Imediatamente ela esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.
O sol disse, então, ao vento:
– Lembre-se disso:
“A gentileza e a amizade são sempre mais fortes q a fúria e a força.”

O Eco – Fábula

“Um pai levou o filho ao parque de diversões. Lá, chamou a atenção do menino uma placa na qual estava escrita “Sala dos ecos”.
Curioso, o garoto perguntou ao pai o que era “eco”. Levando a criança até o local, o pai lhe explicou: “Meu filho, para tudo o que você disser nesta sala, imediatamente obterá resposta.”
O menino achou aquilo muito interessante e logo entrou na sala, gritando: “Buuurrrrooo!!!” E logo ouviu a resposta: “Buuurrrrooo! Buuurrrrooo!”
O garoto, não gostando do que escutou, revidou: “Feioooo!” E logo veio a resposta: “Feioooo! Feioooo!”
Cada vez mais irritado, o menino foi falando palavrões que voltaram para ele multiplicados. Então, desapontado e quase chorando, o menino pediu ao pai que o levasse embora daquele lugar, pois lá só havia pessoas mal-educadas.
Nesse momento, o pai explicou que o eco só estava repetindo aquilo que ele dizia. E prosseguiu: “Meu filho, se você quiser ouvir coisas boas, diga-as você primeiro.” E o pai começou a dizer: “Lindoooo!!” E o eco respondia: “Lindooooo!!” E em seguida: “Eu te amoooo!!” E ouvia a resposta: “Eu te amo!!”
O menino ficou maravilhado. E o pai completou, dizendo:

 “A vida e como um eco: devolve-nos aquilo que depositamos nela.”

O Naufrágio- Fábula

“O único sobrevivente de um Naufrágio foi para uma ilha desabitada, fora de qualquer rota de navegação. Ele orava fervorosamente pedindo a Deus para ser resgatado, mas os dias passavam e nenhum socorro vinha.
Mesmo cansado, ele construiu um pequeno abrigo de madeira. Um dia saiu em busca de alimento, quando voltou, encontrou seu abrigo em chamas, todo queimado.

Desesperado, chorava: Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo. Chorou tanto que adormeceu. No dia seguinte bem cedinho, foi despertado pelo som do navio que se aproximava. Venha! dizia o comandante do navio, Viemos lhe buscar,. -Mas como vocês souberam que eu estava aqui?. Vimos o sinal de fumaça que você fez!”

Moral: Há males que vem para o bem

O Burro e o Campônes- Fábula

“Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que, já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço.
Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um
passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.”

Moral: Perseverança

Soldado – Fábula

Certa vez um soldado disse ao seu tenente:
– Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo.
– Permissão negada! – replicou o oficial. – Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu. Uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.
O oficial ficou furioso:
– Já tinha dito que ele estava morto. Agora eu perdi dois homens! Diga-me: valeu a pena trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
– Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele estava vivo e ainda pôde me dizer: “Tinha certeza que você viria!”

Moral: Amizade